A hora do lobisomem, de Stephen King | Sangria.blog

A hora do lobisomem é a opção perfeita para uma leitura de um dia só; sua trama é desenvolvida ao longo de um ano na cidade de Tarker’s Mill, no Maine (como várias outras estórias do autor). Cada capítulo é dedicado a narrativa dos acontecimentos da noite de lua cheia de cada mês, quando um habitante desconhecido toma a forma de um lobisomem e ataca brutal e rapidamente a população da cidade. A trama é simples e sem floreios, os personagens na maioria das vezes sobrevivem a apenas duas páginas, mas o clima de tensão criado pela aparição do lobisomem é digno de qualquer outro livro do King. A hora do lobisomem é estruturado como um livro de contos fix up (pequenos contos que quando lidos em sequência formam um romance).

O ex fuzileiro naval que, após seu serviço militar, decidiu dedicar seus dias a cuidar de uma máquina de café foi a primeira pessoa em Tarker’s Mill a presenciar a transformação do lobisomem – não sobreviveu para compartilhar a identidade da fera às autoridades. O chefe do departamento de polícia da pacata cidadezinha do Maine teve o manto da descrença tirado dos seus olhos pela própria fera, quando ela ataca o oficial dentro de sua viatura e desfigura totalmente sua face. Depois dessa lua cheia todos na cidade começaram a acreditar que os assassinatos talvez não estavam sendo planejados por uma criatura humana. A revolta pelo cancelamento dos fogos de 4 de julho fez com que Marty ficasse de frente com a fera do lado de fora de sua casa, mesmo quando as autoridades já haviam estabelecido um toque de recolher. Quando o barulho proveniente de conversas acaloradas na sala cessou, Marty controlou sua cadeira de rodas elétrica até a varanda e decidiu fazer o seu próprio 4 de julho. O barulho da pólvora estourando foi o que despertou o lobisomem e indicou o local onde sua próxima vítima estava, mas também foram os fogos de artifício que salvaram a vida do garoto e dilaceraram o rosto do lobisomem. Com a face desfigurada, era fácil perceber quem em Tarker’s Mill estava passando por transformações a cada lua cheia.

Como não é novidade para os leitores do autor, existe uma adaptação para o cinema chamada “Silver Bullet”; com a mesma estética de vários outros filmes de terror da década de oitenta adaptados de livros do King, e com um título muito mais interessante que a obra original.

Algumas ilustrações da edição do selo Suma de “A hora do lobisomem”

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